[CASOS ESQUECIDOS RELEMBRADOS PELO SEM MORDAÇA RN] SUPREMA GRAZI: A Ameaça Fantasma que Ninguém Identifica
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INVESTIGAÇÃO SEM MORDAÇA
Suprema Grazi (ou “Graziele suprema”) surgiu como remetente anônimo de mensagens gravíssimas recebidas por WhatsApp pela prefeita de Parnamirim, Professora Nilda Cruz, incluindo ameaças de morte e ofensas racistas. O número supostamente é de São Paulo (DDD 011) .
Nas mensagens, o agressor se referiu à prefeita como “macaca” e disse que estaria “contando as balas” para invadir o gabinete e matá-la em até 10 dias. Ele ainda afirmou pretender assassinar “o máximo de negros, viados, bixas e macumbeiros” que encontrasse .
CONSEQUÊNCIAS IMEDIATAS
Após registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil de Parnamirim, a prefeita passou a cumprir agenda oficial acompanhada por escolta policial, e medidas de segurança foram reforçadas nas entradas da prefeitura. A Secretaria Municipal e Estadual de Segurança pública estavam coordenando a investigação com prioridade, atribuindo gravidade extrema ao caso .
Na época, a Prefeitura emitiu nota de repúdio, classificando as mensagens como um ato de violência política de gênero e racismo, reforçando que tais crimes não podem prosperar e exigem responsabilização imediata . A filha da prefeita, vereadora Rafaela Cruz, também solicitou reforço de segurança nas escolas municipais, após relatos de ameaças a estudantes .
O PLANO DE FUNDO: TRAGÉDIA NA BR-304
O episódio ganhou relevância no rastro de uma tragédia, quando um acidente na BR‑304, envolvendo o veículo conduzido pelo marido da prefeita, resultou na morte de um bebê de quatro meses e ferimentos na mãe da criança. Apesar do teste do bafômetro negativo e da rápida assistência prestada, o caso gerou grande comoção e contestações sobre responsabilidade e condições da pista.
Logo após esse acidente fatal, as mensagens de ameaça anônima começaram a ser recebidas, sugerindo conexão de causa e efeito no imaginário popular entre tragédia e intimidação.
ANÁLISE CRÍTICA: LACUNA E SUSPEITAS
Apesar da repercussão e da investigação em curso, até agora Suprema Grazi não foi identificada nem presa. Isso levanta questões:
A identidade permanece oculta por falhas na investigação ou por blindagem institucional?
A origem com DDD de São Paulo pode ser uma falsa pista para dificultar rastreamento.
O silêncio de segmentos da imprensa e instâncias políticas intensifica a percepção de que pode haver uma cortina de fumaça em torno do caso.
PARLAMENTO MUNICIPAL E IMPRENSA LOCAL
Se por um lado a imprensa local trouxe o caso à tona, não foram observadas enormes mobilizações estaduais ou pressão política intensa sobre o crime. A Câmara Municipal de Parnamirim segue silente, e parte da grande imprensa demonstra reticência em aprofundar investigações, conforme alguns críticos apontaram .
Enquanto a DECRID da Polícia Civil do RN trata o caso com prioridade, a responsabilidade jornalística exige verificação rigorosa, evitando especulações e respeitando o binômio liberdade de imprensa com compromisso com a verdade e respeito às vítimas. O STF já definiu diretrizes para responsabilização civil de veículos que divulguem entrevistas ou narrativas falsas, especialmente em contextos delicados como este .
FIM
A narrativa oficial sobre Suprema Grazi revela um cenário envolvendo racismo, violência política e possibilidade de crime com motivação ideológica. Entretanto, a ausência de avanços públicos na identificação e responsabilização do autor das ameaças alimenta interpretações críticas sobre possíveis omissões ou interesses ocultos.
A tragédia no trânsito ligada ao mandato da prefeita incide como elemento agravante e ponto de tensão na história. A sociedade permanece com muitas perguntas: quem realmente está por trás dessas ameaças e quais são os elos entre a tragédia e a violência digital? Até que haja transparência real, o caso continuará permeado por dúvidas e teorias.
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